Angola gasta mais de 604 milhões USD a comprar trigo, carne de frango e medicamentos como matéria-prima

IMPORTAÇÕES. Diferentes operadores do sector produtivo desembolsaram um total de 1,412 mil milhões de dólares a importar 1,519 milhões de toneladas de 61 produtos.

_Por Redacção_

A modalidade de bens diversos a partir do exterior, ao abrigo do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), representaram um alívio de 1,27 milhões de dólares, comparativamente ao desembolso com a venda dos produtos “made in Angola”.

Em sete meses, no sector produtivo, os operadores desembolsaram um total de 1,412 mil milhões de dólares a importar 1,519 milhões de toneladas de 61 produtos, desde alimentos, detergentes e materiais de construção civil.

Os mais importados, como matéria-prima, constam 328.638 toneladas de grão de trigo que implicaram gastos de 139.669 milhões de dólares. As 130.375 toneladas de carne de frango custaram 192.808 milhões de dólares, enquanto a quantidade desembarcada nestes comprados de 14.460 toneladas que ascenderam a 72.527 milhões de dólares.

Já as exportações atingiram as 150.581 toneladas em 82.243 milhões de dólares desembolsados. A farinha de trigo e o produto angolano mais vendido nos outros mercados, ao todo foram 28.798 toneladas, resultando em receitas de 16.215 milhões de dólares. O sector do agronegócio como o segundo mais exportado, com 16.228 milhões de dólares a 22.711 toneladas. Um total de 18.234 toneladas de farinha de trigo originaram receitas de 5.368 milhões de dólares.

A diferença entre o gasto e o ganho é de 1,330 mil milhões de dólares.

*Os números do Prodesi até Julho de 2026*
Toneladas Desembolso em USD Receita em USD
**Importação** 1.519.510 1.412.786.791
**Exportação** 150.581 82.243.206
Crédito: O Centro de Estudos da Universidade Lusíada (Cestu) fez a chama atenção para a facilidade de uma “angolização” da diversificação.

“A diversificação da base exportadora e a consolidação do licenciamento, por isso, como principais indústrias, independentemente do activo conjuntural, analisa o Cestu, advertindo, por outro lado, sobre a necessidade desse processo correr de forma cuidada com as especialidades e não se fechar completamente o mercado das importações.

“É importante equilibrar a diversificação e a especialização. Diversificar reduz o risco, especializar aumenta a competitividade. A nossa indicação é ter um objectivo, aumentar a soberania, reduzindo o risco resultante da disrupção das cadeias cadentes de abastecimento, etc. É necessário equilibrar e soberania, com função de uma análise criteriosa de risco de cada actual natural ou geopolítico, caso necessário ou macroeconómico”, repara o centro.

Valor Econômico

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