Ministro de Estado José de Lima Massano oferece à Amante um novo Range Rover de 400 milhões desviados dos cofres de Estado

Imagens postas a circular nas redes, neste fim de semana referente a oferta do novo Range Rover (Full Size) de 5ª geração SV Black, a uma suposta amante ” Namorada” do Ministro de Estado para coordenação Económica, José de Lima Massano, avaliada em mais de 255.000 €, cerca de 305 milhões em Kwanzas. causa reações e especulações de desvios de fundos publicos.

Uma Jovem identificada, Elisabeth, residente em Portugal foi blindada recentemente com uma viatura top de gama Range Rover SV, por um dirigente angolano, que por sinal é, Ministro de Estado do governo do Presidente João Lourenço, José de Lima Massano, o preço da viatura tem levantado debate na sociedade angolana, enquanto a população vive a baixo de miséria e vida dificil, falta de medicamentos nos hospitais, carteiras nas escolas, ainda existem crianças a estudar de baixo de arvores, sentados nos blocos e latas de leites, e muitos outros a procura de algo para comer nos contentores de lixo, em Luanda.

Range Rover (Full Size) de 5ª geração, Desportivo, em Portugal está avaliado entre Desde 158.000 € a 355.000 €, equivalente ou superior aos 400 milhões em Kwanzas, moeda angolana.

O nome do Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, voltou a estar no centro do debate público após novas alegações divulgadas por órgãos de comunicação social e investigadores angolanos.

O Ex-governador do Banco Nacional de Angola (BNA) José de Lima Massano, bastante contestados em diversos sectores políticos e da sociedade em geral, é apontado como um dos principais “arquitectos” do caos económico em que se encontra o país.

Ao longo dos últimos anos, diferentes publicações, incluindo o Jornal Expansão e o portal Repórter Angola, têm divulgado denúncias relacionadas com alegadas irregularidades administrativas e financeiras que remontariam ao período em que Massano exercia as funções de Governador do Banco Nacional de Angola (BNA). Entre as alegações constam suspeitas de desvios de fundos, sobrefaturação e peculato. Até ao momento, estas alegações têm sido objeto de debate público, mas a sua confirmação depende das autoridades competentes e de eventuais decisões judiciais.

Recentemente, o jornalista Rafael Marques publicou novas informações relacionadas com o projeto do Museu da Moeda, alegando a existência de uma sobrefaturação avaliada em cerca de 65 milhões de dólares. As revelações reacenderam o debate sobre a transparência na gestão de recursos públicos e levaram diversos setores da sociedade civil a defenderem uma investigação independente para o esclarecimento dos factos.

O antigo Procurador-Geral da República (PGR) angolano, Pitta Grós disse semanas antes de renunciar ao cargo que estava a ser investigada a existência de “indícios concretos” nas denúncias do ativista Rafael Marques contra o ministro de Estado da Coordenação Económica, José de Lima Massano.

“Bem, há de facto da parte do senhor Rafael Marques um documento que enviou à PGR, mas é necessário vermos que nem sempre os documentos que surgem em forma de denúncia são muito concretos, por vezes são abstratos, e nós é que vamos ter que (…) fazer investigações, mas para isso temos que ter alguns indícios concretos que nos levem mais facilmente a fazermos esse trabalho”, respondeu naltura, Hélder Pitta Grós à Lusa.

Sem entrar em detalhes, o magistrado assegurou que o órgão estava a realizar as investigações “com um certo sigilo”.

Pitta Grós falava hoje ja na reforma, há mais de seis meses,  em Luanda,o caso que envolve Massano ficou no baú da PGR.

O ativista angolano Rafael Marques pediu, em finais de janeiro, uma investigação criminal contra o ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, José Lima Massano, por suspeita de crimes de peculato, tráfico de influências, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

Em causa, segundo a denúncia apresentada à Procuradoria-Geral da República, a que a Lusa teve acesso, está a alegada sobrefaturação do Museu da Moeda, “uma estrutura simples, com um piso subterrâneo”, que custou 64,5 milhões de dólares (61,4 milhões de euros), seis vezes o valor inicial.

A queixa apresentada pelo ativista e diretor do portal de investigação Maka Angola refere que em apenas dois anos o custo do museu passou de pouco mais de 10 milhões de dólares (9,5 milhões de euros) para 64,5 milhões de dólares.

O contrato para o projeto arquitetónico, assinado em julho de 2012 por Lima Massano, então governador do Banco Nacional de Angola (BNA), foi desenvolvido pela FCL.AO-Arquitectos Associados, dos irmãos Alexandre e António Falcão Costa Lopes, que cobraram 460.000 dólares (438,4 mil euros) de honorários, 4,5% do valor estimado da obra (10 milhões e 195 mil dólares), cuja área bruta de construção era inicialmente de 2.615 metros quadrados, lê-se no documento.

O contrato de construção foi adjudicado ao consórcio formado pelas empresas Griner, Somague e Tecnasol, a 11 de abril de 2013, por um valor de 14,4 milhões de dólares (13,7 milhões de euros) para “escavação, contenção periférica e fundações”, tendo o projeto sido alterado posteriormente, com um aumento da área bruta para 4.350 metros quadrados, o que fez disparar o valor para 28 milhões de dólares (26,7 milhões de euros), e obrigou a reajustar o pagamento à FCL.AO para 940 mil dólares (895,9 mil euros), acrescenta.

A 14 de abril de 2014, Lima Massano assinou um novo contrato com a Griner e a Somague para a realização da estrutura e acabamentos no valor de 13,6 milhões de dólares (13 milhões de euros) e a 04 de novembro de 2014 celebrou um contrato para a fase de “arquitetura e acabamentos” no valor de 16,7 milhões de dólares (15,9 milhões de euros), segundo a denúncia.

José de Lima Massano é considerado um dos principais colaboradores do Presidente João Lourenço na condução da política económica do país. Apesar das sucessivas denúncias divulgadas ao longo dos anos, o governante continua a desempenhar funções de destaque no Executivo.

Especialistas em governação e organizações da sociedade civil defendem que todas as denúncias de corrupção e gestão danosa do erário público devem ser investigadas pelas autoridades competentes, garantindo o respeito pelo princípio da presunção de inocência e pelo Estado de Direito.

Até ao momento, não há conhecimento de uma condenação judicial definitiva relacionada com estas alegações contra José de Lima Massano. O contraditório e a investigação pelas instituições competentes permanecem elementos essenciais para o esclarecimento dos factos.

Repórter Angola 

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