Crise de combustível agrava-se em Luanda com filas nos postos há cinco dias

A província de Luanda enfrenta escassez de combustível há sensivelmente cinco dias, situação que tem causado transtornos significativos à rotina dos automobilistas, sobretudo taxistas e trabalhadores que dependem diariamente dos veículos para garantir o sustento das famílias.

Segundo os automobilistas ouvidos pela Rádio Correio da Kianda, o cenário tem provocado longas filas, sobretudo no período matinal. Muitos afirmam ainda que, diante das dificuldades para encontrar combustível com regularidade, são obrigados a comprar e transportar reservas em recipientes dentro dos próprios veículos.

“A minha rotina tem sido difícil, principalmente no período matinal. Nestes últimos dias as filas estão bastante longas para nós que prestamos serviços de táxi, não é possível ficarmos numa fila de três, quatro carros, às vezes somos obrigados a andar com recipientes”, explicou o automobilista.

Outro automobilista contou que a situação tem afectado significativamente a sua rotina diária. Segundo o mesmo, saiu da Centralidade do Kilamba à procura de combustível e apenas conseguiu abastecer numa bomba localizada no Golf2. O cidadão manifestou ainda preocupação com o cenário actual, afirmando não saber até onde poderá chegar a crise de abastecimento.

“Tem sido difícil. Eu vivo no Kilamba passei em várias bombas e só consegui encontrar aqui no golf2, nas sei até aonde vamos chegar”, explicou

A província de Luanda conta com cerca de 355 a 399 postos de abastecimento em funcionamento. Apesar de ser o principal centro económico do país, a cidade capital tem registado, nos últimos tempos, sucessivos casos de escassez de combustível, uma situação que continua a preocupar automobilistas e a condicionar a mobilidade urbana.

Até ao momento, as autoridades ainda não apresentaram informações detalhadas sobre as causas da escassez nem avançaram uma previsão concreta para a normalização do abastecimento.

Perante o cenário de incerteza, a população continua a enfrentar filas intermináveis, numa tentativa de garantir combustível para manter as atividades do dia-a-dia.

Correio da Kianda

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